Até a Idade Média os homens moravam, em sua maioria, na zona rural e os casamentos eram arranjados pelos pais.
Com a Revolução Industrial, que
ocorreu de 1760 a 1850 houve uma grande migração
para a cidade e ocorreu uma mudança significativa na vida das famílias, a mulher
começou a participar do mercado de trabalho e a educação dos filhos passou a
ser obrigação das escolas, já os idosos, em alguns casos, passaram a ser
deixados aos cuidados de instituições de assistência, surgiram os asilos de
idosos.
Todo mundo precisa de alguém
que o ame ou admire, sem ligar para seus defeitos. E quem melhor do que a
família para nos prover essa dedicação toda? A relação da família com os filhos é de
fundamental importância para que eles sejam aceitos e amados
também fora de casa.
Por mais defeitos ou
imperfeita, a família ainda
é peça fundamental em nossas vidas
É dever de toda família apoiar
o seu filho em seus dons e em tudo o que eles fazem – dentro dos limites.
A família é o local aonde os
filhos se desenvolvem psicologicamente, criam suas próprias identidades além
de desenvolverem o emocional.
Os pais devem ajudá-los a se
desenvolverem como seres humanos, além de prepará-los para o convívio social.
A família se inicia com a
relação entre companheiros que precisam ajustar seus princípios e necessidades
básicas para conseguir um bom equilíbrio conjugal, equilíbrio que só será
conseguido com conversa e respeito mútuo. Assim podem formar um ambiente saudável
para o crescimento dos filhos.
A educação deve sempre vir em
primeiro lugar, mas limites têm que ser impostos, tudo na base da conversa;
sempre explicando os porquês - isso pode e aquilo não pode.
Qundo surgem problemas,
envolver a família na solução possibilita aos filhos se sentirem realmente integrados
naquela família.
É na
família que, independente de sua configuração, se aprende e se incorpora
valores éticos, e onde são vivenciadas experiências afetivas.
As
crianças adquirem muitos dos padrões de comportamento de seus pais, como
atitudes e valores, através dos processos de imitação e identificação, que chamamos
popularmente de exemplo. E que exemplo estamos dando?
“Não
esqueçamos que o mundo que queremos para os nossos filhos, depende dos filhos
que deixamos para o mundo”.
A
sociedade que queremos ver lá fora começa dentro da família - a “célula” da
sociedade - através da educação que damos aos nossos filhos.
Algumas
dicas práticas para Educação dos filhos:
1 - O
Diálogo - A criança em sua fase de desenvolvimento necessita de respostas para
as coisas que apreende ao seu redor, os questionamentos são importantes nesse
processo, por isso nunca deixe uma criança sem resposta e principalmente não
minta se você não sabe, não é vergonha dizer que vai procurar saber, e assim
responder a ela de forma eficaz.
2 - As Telas - Saiba o que o seu
filho está vendo nas telas, sempre que puder sente junto dele, e procure
alertá-lo sobre valores errados que são transmitidos por esses meios,
despertando nele o senso crítico.
3 - A
Disciplina – Disciplina é algo que a criança necessita: Horários pré-estabelecidos
devem ser cumpridos; o que pode ou não fazer, etc. Regras são fundamentais para
que a criança aprenda a viver em sociedade.
4 – Presença
- Mesmo que o seu tempo seja pequeno com seus filhos, procure valorizar cada
instante que passam juntos, mostrando sempre, que eles são importante para
você.
Atenção‼!
Se você nunca disser que os ama ou mesmo não demonstrar isso, eles nunca vão
saber. Para uma criança, mesmo que ela não saiba expressar em palavras, o
carinho, o amor e a atenção são muito mais importantes do que presentes.
Sob o
ângulo espírita, percebemos que a família geralmente é um grupo de espíritos
ligados por desajustes ou necessidades de aprimoramento. A família é um
laboratório de experiências reparadoras.
Vocês
dão o devido valor às suas famílias? Gostam dos momentos de intimidade em
família? Que bom se as imagens que vieram agora às suas cabeça foram ideias boas,
positivas.
A
proximidade entre os membros familiares, o compartilhamento do espaço, o
conhecimento aprofundado das pessoas que nos são mais próximas nos possibilita
um convívio sem máscaras.
Mas, Atenção‼! Na vida em sociedade as máscaras são úteis
e até necessárias, pois não se pode mostrar sempre exatamente como somos, certo?
Então encarnamos personagens, na melhor das hipóteses não muito diferentes do
que somos em realidade.
Mas
isso é na vida em sociedade, lá fora, na rua, no trabalho, entre colegas e
vizinhos. No lar somos mais espontâneos, e quando tiramos a roupa, ao chegar em
casa, tiramos também a máscara. E aí se mostra a verdadeira face do pacato
cidadão.
As
pessoas que trabalham, na maior parte das vezes, passam mais tempo no trabalho
do que em casa. E raramente o comportamento é o mesmo nesses dois ambientes,
casa e trabalho.
Mas o
lado mais cruel das relações domésticas é a intimidade desrespeitosa que se
cria com o tempo em muitas famílias. Tratam-se por apelidos pejorativos,
procuram defeitos uns nos outros numa disputa baixa e cruel em que a maneira de
elevar-se é rebaixando o próximo.
Vocês
percebem que um amigo, ou um conhecido, provavelmente se magoaria ou se
aborreceria com essas liberdades? Vocês, que são pessoas de boa índole e bons
modos, já perceberam que é em família que nos permitimos eventuais deslizes?
Vocês se dão conta de que em casa nos despimos do verniz social que nos torna
bem aceito pela sociedade e deixamos transparecer o que há de ruim em nós? No
entanto, vocês amas suas famílias, não amam?
Se
tivéssemos pelos amigos e pelas pessoas em geral o mesmo afeto que temos por
nossos familiares; e se tivéssemos pelos nossos familiares o mesmo respeito que
temos pelos outros, as relações estariam mais próximas do razoável.
Talvez
a explicação para esse fenômeno seja justamente o fato de que formamos as
famílias em busca de reparação de erros pretéritos, como forma de aprendizado. Vocês
sabem que é muito raro o caso de uma família unida unicamente por laços de
simpatia e interesses afins.
Não
podemos nos esquecer de que o maior objetivo de estarmos aqui, agora, é a
tentativa de superação dessas fraquezas que tanto aborrecimento nos causam. E
nós já aprendemos que não há fórmula mágica para superar nossas fraquezas. O
que há é apenas o bom e velho exercício da tolerância, do respeito, da
paciência e do amor, coisas todas que já sabemos, mas que precisamos estar
sempre lembrando, sempre trazendo à mente, até que, um dia, passem a fazer
parte de nossas características de espírito imortal.
Na
família onde fomos criados a convivência nem sempre é harmônica.
Frequentemente, temos mais espontaneidade e prazer no relacionamento com amigos
do que com irmãos.
Causam
perplexidade as dificuldades nas relações entre pessoas que foram criadas
juntas e tiveram experiências semelhantes em seus primeiros anos. Elas
aprenderam com os pais os mesmos valores e lições, mas apresentam grandes
diferenças em seus gostos e tendências.
O Espiritismo
esclarece que existem duas espécies de família: a material e a espiritual. A
família material é estabelecida pelos laços sanguíneos. A família espiritual
decorre exclusivamente de afinidade e de comunhão de ideias e valores.
O
parentesco no plano físico é estabelecido a partir das necessidades de
aprendizado.
Não
importa o que vivemos no passado, importa como constituímos nosso grupo
familiar e o que queremos aprender com eles agora.
A
parentela espiritual é facilmente identificável. São as pessoas que se buscam e
têm prazer na companhia umas das outras.
Elas
têm valores em comum e seu relacionamento é tranquilo e prazeroso.
Se dois
irmãos carnais têm afinidade espiritual, eles sempre serão grandes amigos. As
dificuldades surgem quando a vida reúne antigos desafetos no mesmo lar. A
convivência entre eles pode ter uma certa dose de antipatia e costuma ser
difícil.
Se a
Lei Divina possibilitou essa reunião, é porque se trata de providência imprescindível
à conquista da harmonia que pode estabelecer o amor e a fraternidade entre os
seres.
Quando
alguns Espíritos não aprendem suas lições com facilidade, a vida providencia os
meios necessários para o aprendizado.
A
família é um poderoso instrumento para eliminar rancores seculares e viabilizar
a transformação moral das criaturas.
Ciente
dessa realidade, valorizemos a nossa família‼!
Ter
gratidão pela família permite que você seja grato por todas as outras pessoas.
Todas
as famílias passam, num maior ou menor grau, por sofrimentos e dificuldades, e é
exatamente em ocasiões assim que a força da família é testada. Para uma família
cristã, não há, em absoluto, nenhum problema que não possa ser vencido.
Concluindo
Uma
vez que nos tornamos uma família devido a uma profunda ligação, devemos nos
ajudar uns aos outros a sermos felizes como bons amigos. Uma família cujos
integrantes se apoiam mutuamente, ajudando-se e dando condições para que seus
integrantes cresçam, é uma família criativa e que progride.
A
chave encontra-se numa pessoa que vislumbra uma saída e assume a liderança,
conseguindo, assim, conduzir seus familiares para a vitória e a felicidade.
Se nós
mesmos nos tornarmos um sol, não haverá escuridão no mundo. Se houver uma única
pessoa em casa que seja como o sol, toda a família será iluminada.
Adilson Maestri

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