segunda-feira, 27 de julho de 2015
Quitando Débitos
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Sobre a Compaixão
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Sobre a Porta Estreita
Quão pequena é a porta da vida!
Quão apertado o caminho que a ela
conduz!
A porta estreita de que falam Mateus e Lucas é uma
alegoria interessante para quando pensamos sobre o futuro que nos espera.
O amanhã é uma questão instigante para todos nós,
pois é incerto e completamente envolto em mistério. Ninguém tem a menor ideia
do que será.
É bem verdade que quase todos vivemos sem nos
preocupar muito com o futuro, acreditando que tudo será perfeito, que teremos
um lugar seguro para aportar, enquanto alguns por só pensar no futuro, deixam
de viver no presente.
Quase não nos damos conta que o amanhã será
consequência do hoje, assim como o hoje é resultado do que vivemos até então.
Por que Jesus disse que a porta é estreita? Esse
filtro faz parte de algum pacote que assinamos para assistir e viver as
delícias do Planeta Terra?
Por que passar por essa abertura apertada se o
Universo é ilimitado?
Para onde vamos afinal?
Por tudo que li, vi, ouvi e percebi não iremos a
lugar específico nenhum. Creio que a alegoria da porta estreita é uma
referência a como devemos caminhar na vida, subindo degraus continuamente ad
infinitum em direção à perfeição.
Nessa passagem precisamos estar sozinhos – sim, na
porta estreita não passam dois – porque o desenvolvimento do ser é feito com o
aprimoramento das atitudes, consequentemente do caráter, e isto ninguém pode
fazer por nós.
Avançamos sozinhos, entretanto crescendo por meio
do convívio com a família e com a sociedade que nos cerca e que nos espelham
nossa íntima realidade.
O recado do Mestre é para que continuamente
caminhemos livres das tormentas do narcisismo e do orgulho que nos inflam o ego
e das quimeras que engrossam nossas mentes com cargas emocionais que não
podemos carregar para sempre sobre nossos ombros. Assim acrescidos, inflados,
não poderemos passar por porta nenhuma.
A dica do Mestre é para aprendermos a caminhar
leves, despojados de falsas autoimagens e sentimentos nocivos e predatórios que
não nos acrescentam - na realidade - em nada, apenas nos sobrecarregam e tornam
nossa caminhada mais lenta, árdua e sofrida como um corredor polonês.
Para seguir em frente pleno de alegria e
contentamento o caminho parece ser o da simplicidade eletiva, fazendo sempre
aos outros aquilo que gostaríamos que fizessem conosco.


