Chegamos ao final de 2013, sim dois mil e treze.
Quando na década de sessenta do século passado assistimos ao filme 2001
– Uma Odisseia no Espaço , de Stanley Kubrick, ficamos extasiados com as
imagens por ele criadas para o romance de Arthur C. Clarke, que profetizava o
nascer de um novo homem.
A ideia do surgimento de um novo homem ainda era muito restrita aos
meios esotéricos. As pessoas, em geral, não tinham uma ideia formada a respeito
do que pudesse ser um homem diferente daqueles com os quais estávamos
habituados a conviver. Alguém que nasce, é educado, cresce e faz aquilo para o
qual foi educado e morre.
Não tínhamos uma ideia do que poderia ser nascer, ser educado e se
reeducar para viver uma vida diferente daquela sonhada pelos nossos ancestrais.
Essa possibilidade não era vista como algo normal.
Na década de oitenta foi que começamos - nós as pessoas comuns – a ter
informações que vinham de outro plano existencial e que davam conta da
possibilidade de sermos alguém diferente.
Mas esse diferente, também não era muito claro o que poderia ser.
Lógico que o assunto não era novo na Terra, que lá por volta do ano 80
do calendário juliano, já um certo Galileu divulgava uma doutrina baseada no
amor e na mudança de paradigmas que esse sentimento poderia causar no coração
dos homens, o que também não era novidade na Terra, pois os egípcios e antes
deles os sumérios já falavam algo muito próximo.
Pois bem, esse tema da mudança sempre foi divulgado e debatido em
ambientes fechados, mas a partir dos discursos do Galileu, começou a ganhar as
massas de todo o planeta.
Na ideia dos homens comuns era uma mudança considerando que o homem
nasce perfeito e que vai se desgastando aos poucos. Uma ideia meio louca uma
vez que homem já nasce perfeito por ter sido criado à imagem de Deus e vai se
descobrindo com o passar dos anos e assim se tornando autoconsciente de sua
natureza divina e de seu poder e era justo assim que dizia o Galileu.
Clarke nos lembrava que o homem já havia sido algo próximo de um símio,
passava por uma fase consciente de seu poder e dizia que o homem viria a se
tornar em algo novo que ele, evidentemente, não poderia descrever.
Agora estamos vivendo o futuro vislumbrado por Clarke, e o que vemos?
Tecnologicamente algo que jamais poderíamos supor: memória nas nuvens, a
informação de nível global em tempo real, avanço na medicina, na ciência do
comportamento e em todas as áreas do conhecimento humano, áreas que nem
supúnhamos existir.
E o novo homem?
O filme terminava com um bebê chegando à Terra.
Se Clarke profetizou, então esse novo homem está adolescendo.
Mas como reconhecê-lo?
O avanço tecnológico confunde a nossa mente e não percebemos que se ele
existe é porque o homem deu um salto no conhecimento da matéria e na
diversidade de usos que ela nos proporciona. Estamos imersos num mar
tecnológico e usufruindo das facilidades que dele advém. Precisamos ficar
atentos a outro avanço da inteligência humana, o conhecimento dos níveis mais
sutis da matéria.
Esse avanço no conhecimento dos níveis mais etéreos é que estão fazendo
a diferença na consciência e fazendo aparecer o novo homem.
Nos meios científicos as nanopartículas, invisíveis e impensáveis no
século passado, fazem a diferença na medicina alopática; as dinamizações,
libertando a energia medicamentosa das substâncias, tem proporcionado
a disseminação de medicamentos que atuam nos níveis mais sutis do ser humano.
Por outro lado, a psicologia transpessoal que surgiu na década de
sessenta junto aos movimentos new age nos EUA pelo
pensamento de Maslow, a qual dizia que o ser humano necessitava transcender sua psique
-conectando-se a outras realidades procurando pela verdade - de forma a
entender sua existência e ajudar a si próprio, vem ganhando consideração dentro
da filosofia espiritualista por ter sintonia com os ditames do Galileu.
Nós que vemos a vida por esse viés espiritual nos apropriamos do que há
de mais avançado no conhecimento humano, para viver mais intensamente essa
oportunidade que temos de estar aqui e agora.
É fim de ano, mais um ciclo de trabalho e vida e, por conseguinte
reflexão do que já fizemos, de onde chegamos e para onde queremos ir.
Um ano de muito trabalho de mudanças estruturais motivadas por nosso
desejo de crescer.
Como nos ensina a filosofia que abraçamos e professamos, o mundo tem
níveis existenciais, portanto não há perdas e sim recomposição no time que
compartilha conosco desse plano existencial, a qualquer momento podemos passar
a laborar noutro, assim como constantemente somos apresentados pelo Universo a
novos parceiros existenciais.
Que tenhamos – todos - um Natal abençoado em comunhão com nossos
parentes, amigos e ideais humanistas de crescimento constante e um ano de 2014
próspero material e espiritualmente, com os seres humanos se amando mais e mais
e assim fazendo a profecia se cumprir.
Que haja paz na Terra entre todos em todos os níveis existenciais e que
o novo homem seja finalmente reconhecido.

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