segunda-feira, 21 de setembro de 2026

A Era do Ego

 Vivemos numa era onde o ego é exaltado de diversas maneiras.

O materialismo tem deixado os seres humanos com pouca ou quase nenhuma visão da eternidade da vida.

O imediatismo exacerbado toma conta de tudo. Tudo tem que ser para ontem; é um lema corriqueiro nos diversos setores da economia e por extensão nas atribulações da vida doméstica.

A pressa em acumular riquezas como forma de garantir segurança para si e para a família, tem levado os chefes de família, sejam homens ou mulheres, a não guardarem um tempo para si, para reflexão, para entender o que acontece à sua volta, que não seja a prosperidade física, financeira e patrimonial.

Famílias se formam e crescem sem o devido cuidado para tomar consciência de sua verdadeira existência, é tudo um jogo econômico.

Os interesses pessoais predominam deixando o coletivo para as autoridades constituídas.

Primeiro eu, o meu, o nosso, se sobrar algum então, por causa do peso na consciência de estar querendo tudo só para si, então, migalhas aos que necessitam.

A supervalorização da forma em detrimento do conteúdo tem levado as sociedades, em  todos os cantos da Terra,  a estimularem o ego.

Este é, resumidamente, o quadro que se pinta da humanidade sobre o planeta Terra, aparentemente sem solução à curto prazo.

Ao olhar em demasia para seu próprio umbigo, o homem se desconecta da fonte universal que a todos supre de energia e orientação, passam a viver preocupados cada vez mais em suprir suas necessidades com outros recursos, como dinheiro e bens materiais, que lhe dão a falsa sensação de segurança e equilíbrio.

A visão é distorcida. O dinheiro e os bens materiais são necessidades acessórias para o desenvolvimento de uma vida saudável, mas não o eixo principal.

O fio condutor para o desenvolvimento pleno da vida humana está presente no relacionamento harmonioso com o grupo social e com a natureza.

Boas relações familiares e com a sociedade trazem equilíbrio emocional, que é a base para o perfeito desempenho do verdadeiro trabalho do ser humano; o autoconhecimento e o progresso espiritual.

O equilíbrio entre o ser e o ter torna a vida mais prazerosa e bem aproveitada, satisfazendo todos os níveis energéticos dos quais o homem é composto.

Trabalho, lazer e religiosidade formam o tripé que sustenta uma família feliz.

Buscar esse equilíbrio é tarefa urgente para todos, é o caminho da volta ao eixo da vida e da cura para todos os males que afligem a humanidade.

Doença e dor são desequilíbrios na formação desse tripé.

Dar igual ênfase para cada setor dessa base fortalece o conjunto, forma o homem mais saudável física, mental e espiritualmente.

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