O materialismo tem deixado os seres humanos com pouca
ou quase nenhuma
visão da eternidade
da vida.
O imediatismo exacerbado toma conta de
tudo. Tudo
tem que ser
para ontem;
é um lema
corriqueiro nos diversos setores da economia e
por extensão nas atribulações da vida doméstica.
A
pressa em acumular
riquezas como forma de garantir
segurança para si e para
a família, tem levado os chefes de família, sejam homens
ou mulheres, a não
guardarem um tempo para
si, para
reflexão, para
entender o que acontece à
sua volta, que não seja
a prosperidade física, financeira
e patrimonial.
Famílias se formam e
crescem sem o devido cuidado
para tomar consciência de sua verdadeira existência, é tudo
um jogo econômico.
Os interesses pessoais predominam deixando o coletivo para as autoridades constituídas.
Primeiro eu, o meu, o nosso, se
sobrar algum então, por causa
do peso na
consciência de estar querendo tudo só para
si, então,
migalhas aos que necessitam.
A supervalorização
da forma em
detrimento do conteúdo tem levado as sociedades, em todos os cantos da
Terra, a estimularem o ego.
Este é, resumidamente, o quadro
que se pinta
da humanidade sobre o planeta
Terra, aparentemente sem solução à curto prazo.
Ao olhar em demasia para seu próprio
umbigo, o
homem se desconecta
da fonte universal
que a todos
supre de energia e orientação,
passam a viver
preocupados cada vez mais em
suprir suas necessidades com outros recursos, como dinheiro
e bens materiais, que lhe
dão a falsa
sensação de segurança e equilíbrio.
A visão é distorcida. O dinheiro
e os bens
materiais são necessidades acessórias para o desenvolvimento
de uma vida
saudável, mas
não o eixo
principal.
O fio condutor para
o desenvolvimento pleno da vida humana
está presente no relacionamento harmonioso com o grupo social
e com a
natureza.
Boas relações familiares e com a
sociedade trazem equilíbrio emocional, que é a
base para o
perfeito desempenho do verdadeiro trabalho do ser
humano; o autoconhecimento e o progresso
espiritual.
O equilíbrio entre
o ser e o ter torna a vida mais prazerosa
e bem aproveitada, satisfazendo todos os níveis
energéticos dos quais o homem
é composto.
Trabalho, lazer e religiosidade
formam o tripé
que sustenta uma família feliz.
Buscar esse equilíbrio é tarefa urgente
para todos, é o caminho
da volta ao
eixo da vida
e da cura
para todos os males que
afligem a humanidade.
Doença
e dor são desequilíbrios
na formação desse tripé.
Dar igual ênfase para
cada setor dessa base fortalece
o conjunto, forma o homem
mais saudável física, mental
e espiritualmente.

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