domingo, 30 de agosto de 2026

Qual é o seu sonho?


Cada evento em transcurso neste planeta está ligado intimamente a uma fase da transformação de toda a humanidade.

Um dia houve um sonho ao qual foi dado força pelos seus idealizadores e por aqueles que acreditaram no sonho.

Nada se constrói sem que tenha um sentido, embora às vezes pareça, aos olhos dos homens, completamente sem nexo.

Mas, o que é nexo? Para quem faz sentido?

São bilhões de almas realizando uma viagem, cada qual com seu sonho próprio.

É fácil de entender que muitos sonham o mesmo sonho, ou porque aspiram o mesmo objetivo, ou porque foram induzidos a tal.

Qual é o seu sonho?

Perscrute o mais intimo de seu ser.

Sinta o que realmente encontra eco em seu íntimo.

Lá dentro, no fundo de sua alma está o seu projeto de vida. Pode parecer tão diferente de tudo o que você faz. Então se pergunte: vivendo da maneira que você vive, você é feliz?

Então compare como seria sua vida se você decidisse viver em consonância com o que pulsa no seu íntimo.

Seria necessário mudar tudo em sua vida?

Então se prepare. Você só descansará quando colocar sua vida no curso do seu anseio.

Não receie mudar, não receie ser feliz!

Quem lhe traz calma, tranquilidade, segurança?

Aí está alguém que está no seu caminho, ao seu lado, para lhe dar equilíbrio.

Quem lhe trás sensações opostas?

Aí está alguém que você precisa aprender a amar.

Se alguém que você não conhece lhe desagrada a presença, aí está sua oportunidade de avançar no aperfeiçoamento de seus sentimentos. 

Relações humanas são as matérias primas que foram colocadas à nossa disposição para transpormos os nossos limites.

Só cresceremos como seres humanos quando aperfeiçoarmos a maneira de nos relacionarmos com todo e qualquer ser criado sobre o planeta.

Lentamente, com essa ideia na mente, você poderá dar seus primeiros passos no caminho da evolução.

Vá confiante, pode ser que você tenha que dar dois passos à frente e um outro atrás, porém, terá avançado um.

Vá solidificando sua estrada pedra por pedra.

Não desista nunca!


Um Companheiro




domingo, 23 de agosto de 2026

Amanhã Quando o Dia Raiar Haverá Um Novo Sol Sobre a Terra

 

Amanhã quando o dia raiar haverá um novo sol sobre a Terra. Não será um astro como conhecemos o já existente, mas um novo Ser cuja emanação será percebida por muitos.

Este Ser de altíssima linhagem e de divina procedência trará ao homem uma força ainda desconhecida na Terra.

Um novo padrão de vida uma nova maneira de viver em comunidade e individualmente. A sociedade dos homens será transformada num novo tipo de coletividade onde o amor será o elo principal, sem moeda na forma como conhecemos, com novos paradigmas regendo a coletividade.

Cada homem tem sua própria vida para experimentar, cada qual com sua história. O homem de ontem que tu foste já não é mais o mesmo. Lembranças somente na tua mente te ligam ao passado. Experiências fortes vividas em cada época, em cada estágio do teu desenvolvimento como ser pleno, marcaram indelevelmente o teu Ser. Nada foi esquecido, mas somado. Não tens consciência da dimensão do teu Ser. Julgas-te pequeno demais, mas sabes do que és capaz e do que já fizeste, isso choca tua compreensão do que representas diante de Deus.

Mas, amigo, não te preocupa com esse tipo de pensamento, não importa o quão grande tu és, mas o quanto tu podes fazer pelos outros que te cercam.

Dias e dias passaste pensando, te analisando profundamente sem que um modelo concreto se firmasse à tua frente. Não há modelo a se concretizar. Há somente uma força em ação e que deve ser direcionada pela tua vontade de crescer e ajudar.

Hoje o teu trabalho já traz conseqüências positivas, já consegues fazer o que tanto sonhastes - ajudar o Ser humano a crescer.

Aquelas pessoas que te ouvem, assimilam parte do que falas, em conjunto com o trabalho dos outros. São células de um grande corpo que começa num plano e prossegue em outro. Sabes perfeitamente que a capacidade cognitiva do Ser humano não é o suficiente desenvolvida para compreender certas realidades, então basta aceitar a grandiosidade do mundo do Pai.

Amanhã será um lindo dia, diz a canção, sim é verdade, será o dia que vocês estão criando, plasmando para vossos filhos e netos e para toda a posteridade. Eles continuarão a criar sucessivamente, pois o mundo não estagna, é um contínuo processo de recriação. metamorfose perene, o mundo e os homens.

Num tempo distante foste um homem atormentado com a imensa quantidade de novas informações que o mestre deixou. Não sabias como plasmar aquele mundo que ele descrevia. Desses a tua contribuição, não só naquela vez, mas em muitas outras, portanto não te preocupes em ter que fazer algo novo. O teu trabalho prossegue com uma etapa de cada vez. Não penses que a tua parcela agora precisa ser maior do que naquela vez. Lá estavas quase só, agora tens uma legião de parceiros se especializando e com isso o trabalho cresce ordenadamente. Não tens como avaliar, pois estás com tua consciência presa ao teu corpo físico, limitado. Quando te libertares do corpo então poderás compreender melhor. Não tenhas pressa, continua com vontade, não desistas. Estás bem acompanhado; sempre estiveste. Há uma mão que te guia com sabedoria e competência, não duvides. Crescerás muito, não és pequeno, estás desabrochando.

Tuas dores são passageiras, encontrarás alívio. Ouve com atenção o que te dizem os filhos, mulher, pais, amigos. Há em cada diálogo uma lição a ser aprendida, conexões a serem feitas. Mantenha-te calmo e atento, pois a qualquer momento instruções podem estar sendo passadas através do meio que te cerca.

Estás num mundo difícil de conviver, as emoções são fortes, o desvario é geral. Sabemos que não é fácil manter-se equilibrado no meio de tanto burburinho, mas já sabias que seria assim. Teu sistema nervoso é resistente, não te preocupes com ele. Teu corpo é forte o suficiente para as tarefas que precisas cumprir.

Amizades são necessárias, mas só as necessárias. Outra coisa é o amor incondicional que deves experimentar por todos. Não penses muito nisso, pois no fundo do teu Ser é assim que amas a todos, incondicionalmente.

Crenças existem e estás, como todos, sujeito a elas, mas com atenção conseguirás ultrapassá-las.

A intuição é forte e é um elemento chave para aprender a te mover na multidão.

A transformação da Terra em um novo Ser está a exigir toda essa modificação nos seres que coabitam em sua superfície. O processo desencadeado há algum tempo está tomando corpo progressiva e geometricamente.

Muitas mudanças já viste acontecer a nível mundial e em breve, porque o tempo não para e está cada vez mais veloz, novas e grandes alterações se processarão, o que exigirá novas posturas da humanidade diante do Ser que a carrega pelo espaço infinito.

Acompanha a tudo serenamente, faz a tua parte com lucidez, tranqüilidade e com muito amor.

Milhões de seres, assim como tu, estão envolvidos no processo. Há os que sabem mais e os que sabem menos. Aos que sabem mais, maior responsabilidade, pois o conhecimento traz em seu bojo a responsabilidade.

Há uma nova missão à tua espera. Saberás no momento certo, quando estiveres preparado, quando tua casa estiver em nova ordem. Caminhas para lá.

Novos conhecimentos aflorarão em teu cérebro, alguns já estás experimentando sem saber o seu significado. São testes a que estás sendo submetido.

Queres viver 120 anos, então muito trabalho está sendo colocado à tua disposição. Outros níveis de conhecimento serão colocados à tua disposição para tarefas inéditas nestes tempos. És capaz, fica tranqüilo.

Novos companheiros chegarão ao teu lado, ama-os como amas aos que já conheces. Recupera aqueles que encostaram-se a uma sombra à beira do caminho e lá ficaram.

Ninguém é dono de suas idéias, elas chegam à consciência para uso da coletividade. É preciso compartilhar o conhecimento. A humanidade deve crescer como um todo, como um rebanho caminhando numa direção, na velocidade que permita aos retardatários vislumbrarem o trajeto.

Aos que desistem desse grupo, uma outra oportunidade virá em outro grupo.

Anseias um ouvido, um amigo de verdade, ele está compartimentado entre os que te cercam. Cada qual com um aspecto à tua disposição. O grupo, como um todo, é um só ser.


Um Companheiro

sábado, 8 de agosto de 2026

O Que Eu Quero Para Minha Vida?






O que eu quero para minha vida?

Quero saúde para poder realizar o máximo que for possível aqui na Terra.

Quero criar um ambiente amoroso, harmonioso, onde haja ressonância entre meu

pensamento e o daqueles que estão ao meu lado.

Quero força para trabalhar, energia para manter meu corpo em boa forma.

Quero parceiros que busquem o mesmo ideal de trabalho.

Quero crescer.

Quero ampliar minha visão do mundo.

Quero compreender o significado de estar aqui.

Então quero agir em consonância com minha verdade.

Meu compromisso é com a luz, é com o ideal lançado pelo Nazareno.

Nada de títulos de considerações e aplausos.

Quero ver crescer as sementes que plantei e plantarei.

Quero ver o amor crescer entre meus irmãos de todas as nações.

Quero ver a luz divina se tornando visível aos olhos de todos.

Quero ver o futuro sonhado se concretizando em um mundo palpável, real.

- Então deixa as querelas miúdas de lado, resolve tua vida conjugal, te liberta dos

preconceitos e segue feliz.



Cá Com Meus Botões

Ar denso, respiração difícil, mente inquieta.

Não há nada nesse momento que me faça 

sentir que viver é necessário.

Há um peso sobre meus ombros, uma

opressão sobre minha alma.

Ponho minha mente a vaguear tentando

encontrar uma pista que me leve a uma

explicação para a falta de alegria.

Acho que encontrei uma pista, falta alegria.


Mas a alegria não é resultado de algo bom que nos acontece?

Hum...

Também, mas não só.

A alegria é um estado natural do ser que se encontra em harmonia com o entorno.

O que há de errado com o meu entorno?

O meu entorno não me pertence, pertence ao mundo.

Então é o mundo que está chato?

O mundo segue seu fluxo próprio e não se dá conta que estou triste.

Então o problema é comigo mesmo.

Por que esse imobilismo?

Tempo de reflexão.

Mas e o ar pesado?

O ar ou a atmosfera psíquica?

Hum...

Pode ser, mas tem mais alguma coisa nesse peso.

O medo.

De que?

Tantas coisas. Da saúde, da solidão, da dureza, do tempo, de saber quem sou.

Os budistas dizem que isso é tudo frescura, só apego.

Estou querendo me agarrar em algo? Estou com medo de cair?

Preciso descobrir quem sou.


domingo, 2 de agosto de 2026

Parábola do Filho Pródigo - Numa Visão Espiritualista

 

Um pai tinha dois filhos. O mais jovem, certo dia, pediu sua parte da herança. Partiu para uma terra distante e desperdiçou tudo.

Depois veio a pobreza, a solidão, a fome. Caindo em si, decidiu voltar para casa. E então acontece algo extraordinário.

O pai não o recebe com censura. Não pergunta: “Por que você fez isso?” Não diz: “Eu avisei.” Não exige que ele pague pelo erro.

O pai simplesmente corre ao encontro do filho e o abraça.

Talvez seja essa uma das maiores mensagens de Jesus.

Deus não é um Pai que fica esperando nossa queda para nos castigar. É um Pai que permanece esperando nosso retorno.

E talvez essa parábola seja menos sobre um filho que abandonou a casa e muito mais sobre um Pai que nunca abandonou o filho.

Jesus diz: “Caindo em si…” Essa pequena expressão é extraordi-nária. Ele começa a perceber quem é, o que fez, o caminho que tomou e decide voltar.

Quando voltava para casa e ainda estava longe, o pai o vê, corre ao seu encontro. Abraça-o. E faz uma festa.

Essa parábola pode revelar muitos ensinamentos.

Podemos interpretar simbolicamente o filho mais jovem como o Espírito que deseja experimentar a vida segundo seus próprios desejos. Ele quer liberdade. Quer conhecer o mundo. Quer viver suas próprias experiências e aqui encontramos uma questão muito importante: Deus nos dá essa liberdade.

O filho recebeu a sua parte. O pai não o prendeu. Não disse:

“Você não pode ir.” Ele permitiu que o filho fizesse sua escolha.

Muitas vezes queremos que Deus impeça nossos erros. Queremos que Ele retire de nosso caminho todas as dificuldades, mas as experiências são necessárias justamente para nosso crescimento.

O Pai permite o caminho, mas nunca abandona o filho.

O jovem partiu para uma terra distante. Onde fica essa terra?

Podemos compreender essa distância como uma condição espiritual, porque podemos estar fisicamente muito próximos de Deus e, espiritualmente, muito distantes.

Podemos frequentar um centro espírita, ler livros espiritualistas e ainda assim viver muito longe do Pai. Porque a distância espiritual não é medida em quilômetros, é medida pela distância entre aquilo que sabemos e aquilo que praticamos.

A terra distante pode ser: o orgulho, o egoísmo, a vaidade, a ambição, a intolerância, o ressentimento, a indiferença...

Toda vez que colocamos nossos interesses pessoais acima de tudo, estamos caminhando para uma terra distante...

O jovem pede sua parte da herança, mas que herança seria essa, numa interpretação espiritualista?

Podemos pensar que seriam os recursos que Deus nos oferece:

a inteligência, a liberdade, a capacidade de amar, a oportunidade de reencarnar, a família, o corpo físico, o tempo, os talentos,

as experiências.

Recebemos recursos para crescer, então podemos utilizá-los de maneira construtiva ou desperdiçá-los.

Quantas vezes desperdiçamos essas nossas “heranças”?

Recebemos tempo e gastamos com coisas sem importância.

Recebemos inteligência e usamos para prejudicar.

Recebemos dinheiro e pensamos apenas em nós.

Recebemos uma família e não valorizamos.

Recebemos uma oportunidade de trabalho e reclamamos.

Recebemos saúde e abusamos.

Recebemos uma existência inteira e muitas vezes, só percebemos seu valor quando estamos diante de alguma dificuldade.

O filho desperdiçar os seus bens pode representar o desperdício das oportunidades que temos.

Quantas encarnações serão necessárias para compreendermos aquilo que poderíamos aprender em uma única existência?

Não devemos olhar para isso com culpa. Jesus, nessa parábola,  não nos convida à culpa. Ele nos convida à responsabilidade.

Existe uma diferença enorme entre culpa e responsabilidade.

A culpa diz: “Eu sou um fracasso.”

A responsabilidade diz: “Eu errei, mas posso aprender.”

E essa segunda postura é profundamente cristã.

Porque sabemos que somos Espíritos em evolução.

Ninguém está pronto. Ninguém está perdido para sempre.

Todos estamos aprendendo, estamos em construção.

Voltemos à parábola: Então chega a fome. A situação se torna tão difícil que o jovem deseja alimentar-se da comida dos porcos.

Aqui podemos enxergar uma lei da vida: Quando nos afastamos dos valores espirituais, cedo ou tarde sentiremos fome interior.

Podemos ter dinheiro, sucesso, ter muitas pessoas ao nosso redor e ainda assim sentir uma profunda solidão.

Porque existe uma fome que nenhum alimento material consegue satisfazer. É a fome de sentido, de amor, de paz, de Deus.

Caindo em si, decidiu voltar para casa. “Caindo em si…” Talvez estas sejam as palavras mais importantes de toda a parábola: O retorno começa quando despertamos para nós mesmos.

Antes de voltar para casa, o filho precisou perceber que estava perdido. Isso também acontece conosco.

Às vezes precisamos de uma dificuldade para enxergar: uma perda, uma separação, uma decepção, uma crise, um fracasso.

E então podemos perguntar: “O que essa experiência está tentando me ensinar? ” Essa pergunta é fundamental.

Então o filho decide voltar, mas há uma diferença importante: ele não fica apenas se lamentando, ele se levanta e caminha.

Isso é arrependimento verdadeiro.

Arrependimento não é ficar eternamente olhando para o passado.

É reconhecer o erro e mudar a direção, o arrependimento é apenas o começo.

É preciso reparar. É preciso transformar. É preciso aprender.

Se ferimos alguém, aprendemos reparar.

Se fomos injustos, aprendemos corrigir.

Se fomos egoístas, aprendemos a compartilhar.

Se fomos intolerantes, desenvolvemos compreensão.

Se fomos orgulhosos, aprendemos sobre humildade.

O retorno à Casa do Pai não acontece apenas com palavras.

Agora chegamos ao momento mais emocionante da parábola.

O filho ainda está vindo longe e o pai o vê.

Jesus está mostrando algo extraordinário: Deus nunca deixa de esperar por nós. Podemos nos afastar. Podemos errar. Podemos cair. Podemos escolher caminhos equivocados, mas jamais deixamos de ser filhos de Deus.

Não existe distância capaz de apagar essa filiação.

Observemos também o comportamento do pai.

O filho chega preparado para dizer:

“Pai, errei. Já não sou mais digno de ser chamado de teu filho.” Mas o pai não permite que ele termine seu discurso e manda trazer a melhor roupa. Coloca um anel em seu dedo. Sandálias nos pés e prepara uma festa.

É como se dissesse: “Você voltou. É isso que importa.”

Que lição extraordinária para nós!

Quantas vezes somos nós que não perdoamos?

Quantas vezes alguém erra e dizemos: “Eu nunca vou esquecer.”

Deus nos ensina: O amor deve ser maior que o erro.

Perdoar não significa dizer que o erro não aconteceu.

Significa não permitir que o erro continue governando o futuro.

Mas Jesus acrescenta outro personagem.

O irmão mais velho. Ele fica indignado. Não entende por que o pai está fazendo uma festa para aquele que desperdiçou tudo.

E aqui encontramos outra grande lição: podemos ser o filho que foi embora, mas também podemos ser o filho mais velho.

Aquele que permaneceu em casa, mas não aprendeu a amar.

Às vezes fazemos tudo “certo”. Frequentamos igrejas, trabalhamos, cumprimos nossas obrigações, ajudamos pessoas, mas, interiormente, carregamos ressentimentos.

E pensamos: “Eu faço tudo certo. Por que ele recebe tanto?”

O irmão mais velho não consegue compreender a alegria do pai, porque ainda pensa em termos de merecimento.

O pai pensa em termos de amor.

Aqui podemos estabelecer uma reflexão espírita. Não estamos aqui pela primeira vez nem pela última vez. Cada existência oferece oportunidades de aprendizado.

Às vezes avançamos. Às vezes falhamos. Às vezes repetimos os mesmos erros, mas sempre temos novas oportunidades.

A reencarnação é, nesse sentido, uma expressão da misericórdia divina. Deus não diz você errou, acabou, Ele diz tente outra vez.

E oferece novas oportunidades, novos caminhos, novas experiências, novos encontros, novos aprendizados.

E a Casa do Pai? Não é necessariamente um lugar. A Casa do Pai está dentro de nós quando encontramos: paz, amor, humildade, perdão, solidariedade, esperança.

Podemos estar numa mansão e estar espiritualmente distantes.

Podemos estar numa pequena casa e sentir Deus muito perto.

A verdadeira volta para casa acontece dentro de nós.

Talvez devêssemos fazer algumas perguntas a nós mesmos:

Em que momentos fui o filho pródigo?

Quando me afastei daquilo que eu sabia ser correto?

Quando troquei valores espirituais por vantagens materiais?

Quando deixei de perdoar?

Quando fui indiferente à dor de alguém?

Quando desperdicei uma oportunidade de fazer o bem?

E depois:

Quando fui o irmão mais velho?

Quando julguei alguém que estava tentando mudar?

Quando achei que alguém não merecia uma segunda oportunidade?

Quando tive dificuldade de me alegrar com a felicidade do outro?

Talvez Jesus esteja mostrando que os dois filhos precisam aprender. Um precisa aprender a voltar. O outro precisa aprender a amar. E o Pai está ensinando os dois.

Jesus poderia ter terminado a história quando o filho voltou.

Mas colocou o irmão mais velho. Por quê?

Talvez para mostrar que o perdão precisa alcançar todos.

O filho que errou precisa aprender a perdoar a si mesmo. O pai precisa acolher. O irmão precisa vencer o ressentimento.

Todos precisam crescer. E talvez essa seja uma das grandes mensagens do Evangelho: Ninguém cresce sozinho.

Somos instrumentos de evolução uns dos outros.

As pessoas que encontramos em nossa vida podem ser oportuni-dades de aprendizado. Inclusive aquelas que nos desafiam.

Talvez exista dentro de nós um pouco dos dois filhos.

Existe o filho pródigo que deseja liberdade sem responsabilidade.

E existe o irmão mais velho que deseja reconhecimento por aquilo que faz. Um busca prazer. O outro busca mérito.

E o Pai nos chama para algo maior: o amor.

Porque o amor verdadeiro não pergunta: “Quem merece?”

Ele pergunta: “Como posso ajudar?”

CONCLUSÃO

A parábola do Filho Pródigo talvez pudesse receber outro nome. Poderia chamar-se: “A Parábola do Pai que Espera.”

Porque o personagem central não é apenas o filho que partiu.

O pai é a imagem de Deus.

Um Deus que não abandona, que oferece oportunidades, que respeita nosso livre-arbítrio, que permite que aprendamos, que espera e principalmente um Deus que recebe de braços abertos aquele que decide voltar.

Não precisamos ser perfeitos para voltar.

Precisamos apenas dar o primeiro passo, levantar, caminhar e voltar para casa.

Que Jesus nos ajude a reconhecer nossas próprias distâncias.

Que nos dê coragem para retornar.

E, sobretudo, que nos ensine a receber com amor aqueles que estão tentando voltar.

Porque, no fundo, talvez a maior verdade da parábola seja esta:

Todos somos filhos em aprendizado.

Todos estamos caminhando de volta para a Casa do Pai.

E ninguém está perdido para sempre.