Ar denso, respiração difícil, mente inquieta.
Não há nada nesse momento que me faça
sentir que viver é necessário.
Há um peso sobre meus ombros, uma
opressão sobre minha alma.
Ponho minha mente a vaguear tentando
encontrar uma pista que me leve a uma
explicação para a falta de alegria.
Acho que encontrei uma pista, falta alegria.
Mas a alegria não é resultado de algo bom que nos acontece?
Hum...
Também, mas não só.
A alegria é um estado natural do ser que se encontra em harmonia com o entorno.
O que há de errado com o meu entorno?
O meu entorno não me pertence, pertence ao mundo.
Então é o mundo que está chato?
O mundo segue seu fluxo próprio e não se dá conta que estou triste.
Então o problema é comigo mesmo.
Por que esse imobilismo?
Tempo de reflexão.
Mas e o ar pesado?
O ar ou a atmosfera psíquica?
Hum...
Pode ser, mas tem mais alguma coisa nesse peso.
O medo.
De que?
Tantas coisas. Da saúde, da solidão, da dureza, do tempo, de saber quem sou.
Os budistas dizem que isso é tudo frescura, só apego.
Estou querendo me agarrar em algo? Estou com medo de cair?
Preciso descobrir quem sou.
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