sábado, 8 de agosto de 2026

Cá Com Meus Botões

Ar denso, respiração difícil, mente inquieta.

Não há nada nesse momento que me faça 

sentir que viver é necessário.

Há um peso sobre meus ombros, uma

opressão sobre minha alma.

Ponho minha mente a vaguear tentando

encontrar uma pista que me leve a uma

explicação para a falta de alegria.

Acho que encontrei uma pista, falta alegria.


Mas a alegria não é resultado de algo bom que nos acontece?

Hum...

Também, mas não só.

A alegria é um estado natural do ser que se encontra em harmonia com o entorno.

O que há de errado com o meu entorno?

O meu entorno não me pertence, pertence ao mundo.

Então é o mundo que está chato?

O mundo segue seu fluxo próprio e não se dá conta que estou triste.

Então o problema é comigo mesmo.

Por que esse imobilismo?

Tempo de reflexão.

Mas e o ar pesado?

O ar ou a atmosfera psíquica?

Hum...

Pode ser, mas tem mais alguma coisa nesse peso.

O medo.

De que?

Tantas coisas. Da saúde, da solidão, da dureza, do tempo, de saber quem sou.

Os budistas dizem que isso é tudo frescura, só apego.

Estou querendo me agarrar em algo? Estou com medo de cair?

Preciso descobrir quem sou.


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