A reencarnação preconizada pelas filosofias
orientais, fazendo parte da vida humana nas antigas civilizações
pré-colombianas - mais e incas - é ainda, em pleno século vinte e um,
desconhecida e abominada por parcela das religiões de fundamentação cristã.
O espiritismo, que tenta reeditar o cristianismo dos
primeiros dias, tem como certa a reencarnação do ser humano na busca de seu
aperfeiçoamento, considerando que, a cada passagem pela Terra, o ser vai se
apurando até alcançar um patamar a partir do qual não necessita mais dessa
experiência.
Acredito, também, nesse processo de desenvolvimento gradual,
mas penso que isso possui algumas nuances que se alteram no desenrolar desse
crescimento.
Seres espirituais muito distanciados da luz, ou seja, com a
consciência empírica de sua divindade tendem a mergulhar numa encarnação
ferrenhamente, buscando na experiência terrena uma possibilidade de saciar sua
sede de conhecimento e ao se instalarem no corpo físico satisfazem-se com os
prazeres que o mundo tridimensional oferece. Buscam, tais seres, a energia num
nível vibracional mais baixo, mais próximo de sua sensibilidade e sua percepção
do que seja a vida.
Perdem a noção de quem são, de onde vieram e acreditam
piamente só existir o mundo até onde seus olhos alcançam. Na roda das
encarnações vão vendo desabrochar a percepção do que seja a verdadeira vida.
Lentamente, no convívio com seres mais esclarecidos, vão
percebendo a existência de níveis existenciais superiores e iniciam o processo
de espiritualização e expansão de sua luz, deixando de viver em função de si
mesmo e começando a procurar a interação com a origem de tudo.
Aos seres que já atingiram um patamar mais elevado e que se
encontram num processo de entrega de si, de crescer pela ampliação da emanação
consciente de sua luz, a encarnação passa a ser optativa e não mantém mais sua
consciência aprisionada num cérebro orgânico quando encarnado.
O ser que se encontra numa encarnação optativa, missionário
de auxílio à humanidade, tem sua existência ampliada. Mantêm sua atividade em
seu nível existencial e paralelamente em níveis menos avançados.
À medida que o ser avança, sua consciência torna-se mais ampla e sua presença
passa a ser concomitante em diversos planos existenciais.
A sua parcela encarnada também consegue ter uma visão
diferenciada dos demais à sua volta, pois consegue alcançar além do que os
órgãos físicos registram.
O ser passa a ser universalista a assume uma postura onde sua
luz transpassa vários níveis vibracionais, atingindo vários mundos. Quanto mais
cresce mais expande sua atuação.
Podemos, então, compreender que Deus, que é a perfeição, está
em todos os lugares do Universo.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Reencarnando
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